| " Arquitetura é a arte do espaço concebido. " |
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Lembro-me do meu professor, saudoso Gladson da Rocha, falando com os olhos brilhando sobre o Edifício do Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro, marco da arquitetura moderna no Brasil. Era o primeiro semestre do meu curso de arquitetura, eu achava esta “emoção” que ele sentia ao falar do edifício, engraçada e lúdica, não conseguia entende-lo, mas admirava sua capacidade de se emocionar com uma obra de concreto e aço.
Apesar de conviver no meio de engenheiros e arquitetos desde pequeno, nunca ninguém tinha falado sobre arquitetura de uma forma tão poética e emocionada como o meu primeiro mestre, meu primeiro contato, de fato, com esta arte tão bela e importante para a vida de todos.
A “descoberta” da arte em seu potencial máximo, foi decisivo para a minha paixão pela arquitetura, pois ao contrario das outras “artes” como pintura, escultura, musica, teatro, etc é uma arte que tem uma função indispensável a vida do ser humano. Não que as outras artes não tenham sua devida importância, é obvio que sim, eu mesmo, não sei como seria minha vida sem musica, por exemplo. Mas a arquitetura é a única arte que tem uma função pratica na vida das pessoas! Pensar sobre isto mexeu comigo muito na época.
Sempre digo para os meus amigos e clientes, que arquiteto deveria receber dobrado, pois nos nunca tiramos férias, somos profissionais apaixonados pela profissão pensamos e vivemos arquitetura all the time. Lembro-me de quando conheci Paris, quase tive um “desvio da retina”! Queria perceber tudo, sentir tudo, visualizar tudo, enfim... entender TUDO, uma cidade filmada e fotografada conhecida por todos em filmes, livros, revistas, fotos, imagens... mas como todo bom observador atento sabe...ao vivo é totalmente diferente! Levar Paris, Rio de Janeiro, Londres, Milão, Barcelona e outras cidades que conheci e outras que quero ainda conhecer no exterior e no Brasil, trazem para o arquiteto um repertorio vasto e amplo que poderá sempre ser utilizado em favor da sua arquitetura e por “osmose” qualidade para os seus clientes.
Desmistificação da profissão como algo “fútil, desnecessário e dispendioso” é um desafio nosso de cada dia, provar que o arquiteto é o protagonista da construção civil. Que o “carnavalesco” da escola de Samba ou o maestro da Orquestra não podem ser considerados dispensáveis, e o nosso papel na sociedade, que já foi considerado fundamental em outras épocas, volte a ser o papel que lhe é de direito e de fato, como um agente que agrega qualidade de vida a cidade e todos os seus habitantes.
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